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Artimanhas do Diabo

Artimanhas do Diabo

...

DEIXA-ME AFAGAR AS TUAS BARBAS! 

 

Sigamos as barbas…

De uma assentada…observo à minha volta e tenho dificuldade em descortinar quem não se exiba másculo de rosto preenchido por ténues ou vigorosas barbas; então, suo de indignação!

- Tanta falta de imaginação!

Vocifero…e continuo:

- Parecem soldados/robôs, clonados, programados para se imitarem uns aos outros…vê-los, frouxos, hesitantes, ou convictamente, barbudos!

Conheço, porém, muitos respeitados barbudos, que à força de me habituar a vê-los de rosto barbado não consigo sequer imaginá-los sem as ditas barbas; alguém imagina o Karl Marx sem aquelas barbas brancas cerradíssimas? E alguém imagina o Fidel Castro sem aquelas barbas desleixadas ou o Che Guevara com aquela barbela fina, ambas figuras míticas revolucionárias perpetuados justamente pelas ditas barbas? Ou aquele treinador de sucesso no FCP, de eterno rosto jovial, preenchido com uma barba arruivada que nos remete para uma figura mítica da história mundial conhecida ou cognominada por exibir protuberâncias capilares coloridas com tons improváveis?   

Até os que se afanam em se assumir como culturalmente underground, que passam a vida em contra ciclo a fazer humor, a proferir umas piadas na radio, na TV ou que se exibem como comentadores políticos, desportivos, judiciários ou outros, não dispensam a moda capilar e afinfam barba, escondendo queixos protuberantes que, embora perturbem, ó se perturbam, não se pode convictamente afirmar que há a necessidade de se esconderem naquelas selvas capilares, de tão de agrado de seguidores de uma certa religião que tem nas barbas e nos barbudos a imagem santificada, a que se acrescentam abstinência alcoólica e uma dura imposição às mulheres para embrulharem os roliços e belos corpos à volta de roupas largueironas que impeçam olhares lânguidos e libidinosos!

E custa-me, ó se se me custa, ver até aqueles que parecem exibir no rosto um eriçado pelo de um certo animal repugnante, exibirem, perante as esposas, umas ridículas barbas pós modernas, tão ridículas como aquelas missivas de um certo poema de Pessoa, que as qualificava justamente de “ridículas”, que cobrem de júbilo a sexualidade das consortes.

Até a rapaziada que se exibe na TV, numa denominada novela da vida real, que se arrastam de um lado para o outro, como baratas tontas, num certo programa dirigido por uma sénior da televisão portuguesa que aufere como o CR7 no mundo bola, e estes zonzos e imberbes rapazes, para não fugir ao que a produção impõe, não dispensam barba!

Só falta mesmo que aquele célebre jogador, que tudo aspira ganhar ou conquistar, que queira colocar uns roliços, pestanudos ou finíssimos pelos em volta da cútis para definitivamente a barba entrar na moda…o seu rival que joga no Barcelona exibe, há muito, barba, além de um colorido cabelo louro que o coloca no mesmo patamar de um cantor brasileiro de ascendência lusa; mas desconfio que o celebérrimo jogador português terá, no passado, estabelecido um contrato publicitário com alguma marca prestigiada de corte de barba, nos tempos em que ela era uma opção de uns certos australopitecos, e que, assim, por uns anos mais, terá de se exibir de cara lavada…e quando, e quando, a moda da barba se for, e voltar a ser uma opção estética de meia dúzia, então o dito atleta, liberto das imposições contratuais, já não poderá usar a opção capilar como adereço estético porque a assessoria de imagem que o aconselha dir-lhe-á que a barba é inconveniente! E nesse dia, reposta a normalidade, voltamos todos a ser admiradores, ou não, do Karl Marx, e não é propriamente pelas suas longas e cerradas barbas brancas, mas sim pelo legado que nos deixou para a história da política, da economia e da sociologia.

Ah…e já me esquecia, aquele célebre adepto do SLB, que também surge, qual Marcelo Mastroianni, a protagonizar, ou a ridicularizar, o rival da Segunda Circular, num recente anúncio televisivo do seu clube, é o mais indefectível barbudo português, conhecido até pelo “Barbas” que, por essa designação, e aparência, responderá à chamada, na hora da sua chegada ao Além…pudera alguém conhece o nome próprio do senhor? Desconfio que até no cartão de sócio consta a designação como é conhecido o senhor, que, aliás, goza da proteção conferida ao próprio nome, nos termos consagrados numa norma do Código Civil.

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