EU SOU ELES

Voltei atrás
Acabei olhando
O venatório passado
Ao espelho
Que regozija
Quando eu pego em armas
Para o deslindar
E manter bem atual;
Esses sons
Que perpassam pelos meus ouvidos
Estiveram
Tantos anos
Tantos alvores
Tantas noites
Infindáveis
Inertes e esquecidos;
Há muito que os não ouvia
Soletrando
A sussurrar o nome dos rapazes
Que só o tempo de uma inocência
Bem adolescente
Datada
Bem longínqua
Eram capazes de passar incólumes
A maldades
Que obedecem ao tremor
Do reino pavoroso da alcunha!
Mas eis
Que eu descobri
Sentado à mesa
Que faço também parte
Daquele coletivo
Que cresceu livre e inspirado
E
Por mais voltas que tenha cogitado
Acabando por empreender
Verdadeiramente
Nunca saí daquele pequeno núcleo de Amigos!