MÃE
Ontem eras enorme
Venerada
Escondias a minha timidez
Como um velho carvalho
Que abriga as aves
Que descansam ao remanso
Depois
Passaste a ser meu colo
Nas agruras da vida
Enrugaste
Silenciaste-te
Até que numa manhã
Partiste cansada de lutar
Só para estar
Vigilante e terna
Com a tua querida prole...
Hoje
És uma luz cintilante
Uma estrela
Presente
De cada vez que te evoco!